Entreguei aqui a minha história pois há muito que já não é minha.
Ofereço-a aos filamentos de fibra óptica, aos rooters, aos satélites...
Ou a quem a ler.
Ou a quem a quiser.
Tal como os iogurtes, também as histórias têm prazo de validade, e este iogurte já expirou há muitos anos.
É um atentado à saúde pública.
Já não o quero.
Não faz sentido.
Tudo o que fez este livro está morto.
A história de amor...
O rapaz...
Não fui eu quem fez o trabalho, mas sei que ele morreu porque o guardei numa caixa em forma de coração e enterrei-o no meu jardim.Plantei por cima roseiras que dão flor todo o ano.
A narradora está morta desde o início.
Tragédia grega de cordel.
Tentativa Shakespeeriana lamentável.
Não faz mal.
Nesta história nã talento mas sim memórias.E é aí que reside a sua principal falha. A memória é mentirosa, manipuladora, esquisofrénica e sociopata. Histórias baseadas em memórias não são credíveis!!!
Não faz mal.
É engraçado como eu nunca consegui dar um nome a esta história.
Que nome se podá dar a uma parte da nossa vida? Haverá algum nome suficientemente bom?
E estranho como dutante várioas anos a senti como um membro amputado. Coçava-a todos os dias. Até fazer sangue. Depois deitava alcool na ferida. Contrariei o adagio popular. Nem tudo o que arde cura.
Cansei-me de gurdar memórias.
Decidi esquecer.
domingo, 20 de julho de 2008
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1 comentário:
Como todas as historias têm um fim isso indica o começo de outras historias!
Esta foi profunda! quase ao nível de morrer é o contrario de se estar vivo!
E sim concordo quando dizes não se pode dar nomes a pedaços da nossa vida... pelo menos sem soar a um pouco patético ou a titulo de musica pimba!
The end!
Beijos
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