Se calhar é defeito meu, mas não consigo evitar surpreencer-me com a bondade dos seres humanos. Talvez porque nunca conto encontrá-la. E quando essa bondade me é dirigida fico completamente desarmada e confusa. Não sei como reagir, não estou preparada. Já conheci algumas pessaos genuinamente boas, mas perdem-se nas percentagens do meus relacionamentos sociais. Alguns dizem que eu tenho um radar freak instalado de origem, consigo relacionar-me com eles, deve ser porque os freaks se atraem. E a verdade é que os adoro. Ensinaram-me muitas coisas e fizeram-me esquecer outras que já não precisava. Até porque tenho tendência a acumular muito conhecimento inutil.
Conversas com amigos deixam-me sempre um gosto amargo na boca. Estúpido bem sei, mas não consigo ter sentimentos decentes acerca do que quer que seja. Normalmente as conversas entre criaturas que se conhecem circulam à volta de assuntos mais sérios ou mais superficiais. Eu lido um bocado mal com a superficialidade, dá-me sono o que é pessimo quando se quer dar atenção ao outro, mas devo admitir que por vezes as conversas sérias me fazem sentir mais do que desejaria. E eu sou um bocado aversa a sentir. Custa muito. Exige concentração e consciência. Consciência de que sentir costuma doer. Ou então sou eu que sinto demasiado. Os sentimentos tomam conta de mim. Em conversa no outro dia com um amigo disse-lhe exactamente isso, que os meus sentimentos mandam mais que eu. Ele não compreendeu porquê. E agora que repenso na conversa também não consigo perceber como é que é possivel que os sentimentos mandem mais que nós. Quem é que os sentimentos pensam que são?!!!!!!!!!!!!!! Se calhar é por iso que eu evito sentir, para que os sentimentos não mandem mais que eu, para que eu os possa ter em rédea curta. Os sentimentos são como cachorros hiperactivos, quando não tem estimulo suficiente podem destruir a nossa casa. Não tenho paciência para estimular os meus por isso prefiro não os ter.
Mas confesso que por vezes lhes sinto a falta... Sinto falta de me assoberbar com coisas maiores do que quilo que se passa dentro do meu cérebro. Gostava de não me sentir tão dormente.
quarta-feira, 25 de fevereiro de 2009
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