O silêncio é revoltante!
Deixa-nos lembrar tudo o que o barulho nos faz esquecer.
Voltei a lembrar-me de como era estar contigo.
AS memórias, tel como a felicidade é como o som de uma porta que se fevhou. Só reparamos nele quando a porta já se fechou.
Lembro-me que naquele tempo era perseguida por uma estranha obsessão pela morte. Tinha um desejo mais forte que a própria vida de morrer.
Pensa-se que só se deseja morrer quando o fardo da nossa pobre existência é demasiado pesado para suportar.
Eu não sei porque queria morrer.
Talvez porque tinha o que de melhor havia no mundo e não tinha paciência para o entender.
Talvez seja aquele instinto que todos os seres têm e que os leva a descansar quando concluem uma obra. A minha deve ter sido uma grande obra pois eu queria descansar para sempre…
O silêncio…
Procuro desesperadamente o silêncio para nele me poder embrulhar e esquecer todos os erros estúpidos que cometi. Esconder a cabeça no silêncio e gritar, gritar…
Inútil…
É tarde demais.
Aparecem no horizonte os primeiro raios de sol e eu sei que é altura de voltar ao meu mundo.
Um mundo em que não há ar, onde o céu não tem estrelas, onde não há som, onde não há cheiros, onde não há luz…Um mundo triste… De perguntas sem respostas… De perguntas com respostas que magoam… Um mundo de solidão e garrafinhas cheias de memórias… Um mundo onde as memórias substituem a vida e têm como centro gravitacional um Eu…
Memórias de um Eu…
Um Eu infeliz e triste que nada tem de estrela e muito menos de heliocêntrico…
Um Eu parecido com este mundo…
O meu mundo…
quarta-feira, 6 de fevereiro de 2008
Subscrever:
Enviar feedback (Atom)
Sem comentários:
Enviar um comentário