sexta-feira, 16 de novembro de 2007

IX Capitulo

Apercebi-me um dia que já não seria capaz de viver sem ti.
Foi quando um dia faltaste às aulas por estares doente. Fiquei completamente à toa. Dezenas de pessoas e sentia-me mais sozinha que nunca. Como se estivesse presa numa minúscula ilha no meio do Pacifico onde não haviam nem animais, nem plantas, nada. Apenas o vazio…
Fiquei desesperada.
Quando me apercebi já era tarde demais.
Agora vivia em função da tua vida.
Descobri que te amava…
Descobri que já não estava apaixonada.
A paixão é um estado de loucura efémero. É rápido como um relâmpago e deixa marcas como um ferro em brasa. Parece durar para sempre até que um dia acaba. Acaba sempre, que ninguém se iluda. É como um ramo de rosas, são bonitas e perfumadas até ao dia em que murcham.
O amor é a essência pura da paixão. Refinada através dos mais elaborados processos. O verdadeiro amor não morre, é eterno. Quando se ama, não é preciso mais para se ser feliz.
Estupidamente feliz.
Foi assim que descobri que te amava.

Nunca compreendeste o meu amor.
Foi uma pena…
Não sei ao certo de quem foi a culpa, se é que alguém teve culpa nesta história, mas se calhar até foi minha.
Talvez não tenha sido capaz de demonstrar como era grande o meu amor por ti.
E olha que era bem grande.
Tão grande que transbordou para as minhas mãos e para os meus olhos, pois o meu coração não era suficientemente grande para o guardar.
Eu teria feito qualquer coisa por ti.
Ter-te-ia dado as estrelas e a lua se mas tivesses pedido. Ainda não sei bem como o faria, mas eu cá me arranjava.

“Às vezes gostava de ser uma anjo que apenas veio à Terra para de um certo modo marcar a sua presença na vida dos outros. E depois desaparecer. Olhar para todos os que fizeram parte da minha vida terrena, lá de cima, e ver de que modo a minha vida os influenciou… e aí ver quem alguma vez gostou um mínimo de mim…”
Escreves-te isto pouco depois de me matares e partiste-me o coração.
Tanto sofrimento…
O que eu não faria para apagar esse sofrimento da tua vida e devolver o sorriso de ouro ao teu rosto de anjo.
Fizeste que eu sentisse raiva de mim por nunca te ter dito o que eu realmente sentia por ti.
Nunca poderás sentir como me marcaste a vida pois eu não conheço as palavras para to dizer. Talvez, quando um dia gostares verdadeiramente de alguém, possas ouvir essas palavras sem que eu tenha de as pronunciar. Talvez aí me possas compreender.

Sem comentários: