domingo, 30 de março de 2008

Capitulo XVII

Deixa-me contar-te a história de uma escola cinzenta e triste, e de um colete marroquino tecido com todas as cores da felicidade.
Deixa-me falar-te acerca de tardes passadas a beber Malibu com Cola, e de como gastávamos dinheiro inconscientemente naquela altura…
Deixa-me falar um pouco acerca de ti e de como conseguiste trazer cor a uma escola cinzenta. Bom, se não a coloriste toda, ao menos conseguiste colorir uma parte. A parte que os meus olhos conseguiam alcançar.
Horas passadas em Pubs bebendo Malibu com Cola, partilhando sonhos e a mesma palhinha.
Não me lembro de uma Primavera como aquela...
Deixa-me falar da felicidade e do engano da alma....
Deixa-me falar acerca de gostar de estar viva pela primeira vez na vida.
Uma tarde... Três horas num bar a beber Senas e licor de ginja. Perdidos nas horas, palando sobre o passado, o presente e o futuro.
Deixa-me falr acerca do dia em que vi o mundo através dos olhos de um anjo. Tu, sentado na base de cimento dum mastro de bandeira, mesmo à minha frente, falando de frustrações, solidão e das tuas viagens.
Deixa-me falar do renascimento de uma alma esquecida. De como as tuas histórias e risos e olhares e sonhos a fizeram ressuscitar.
Será que o poderás fazer de novo?
Melhor ainda, será que estás disposto?
Penso que não...
Ainda assim, deixa-me falar acerca de simplicidade e da inocência...
Da tua inocência...
Momentos de riso incontrolável nas alturas mais inconvenientes.
Cumplicidade levada ao extremo.
Uma alma demasiado grande para habitar um só corpo e que por isso se dividiu em dois.
O teu...
O meu...
O que aconteceu à alma, agora que um dos corpos morreu?
Que foi que nos aconteceu?
Nada de especial...
Tu continuas a tua vida....
Eu continuo a minha morte...
Dois caminhos diferentes e ainda assim tanto em comum.
Nenhum dos dois está feliz.
Magoa-me sabê-lo.
Onde foi que perdeste esses sorrisos, todos diferentes e que podiam iluminar a vida de uma pessoa?
E esse entusiasmo que dançava nos teus olhos e que dedicavas a cada novidade?
E essa tus inocência...
O que aconteceu a essa inocência que me fazia adorar-te mais que tudo o que se movia e respirava?
Que ainda me faz adorar-te...
Ainda assim, deixa-me falar acerca da felicidade...
De como um dia eu fui feliz até aos extremos da rtealidade.
Não precisei de muito...
Naquela altura a minha vida andava um caos... os meus amigos contavam-se pelos dedos de uma mão... Ainda assim, falem-me de felicidade e lembrar-me-ei para sempre de ti.
Como era fácil adorar-te! Como era fácil ser feliz só pelo facto de te adorar!
Mergulhar nos teus olhos e saber que se um dia essees olhos se fechassem eu morreria também.
True love...
Ou amores verdadeiro... como preferirem.
Hoje sei que encontrei o meu.
E fico feliz.
Fico feliz pois encontrei algo que muitos levam várias vidas para encontrar.
Fico feliz pois um dia bebemos Malibu com Cola e partilhámos sonhos, muitos sonhos... e a mesma palhinha.

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