sexta-feira, 19 de outubro de 2007

Continuação do VII Capitulo





Um dia perguntei-te como seria a rapariga com quem gostarias de te casar. Disseste que tinhas dois modelos. Claro! Tu, e a mania das variedades!!
Os dois modelos eram bastante distintos, mas com alguns pontos em comum: o corpo da Eva Herzigova, e o facto de serem diferentes das raparigas comuns.
O teu primeiro modelo era qualquer coisa do género: Corpo da Eva Herzigova, 1m65, cabelos dourados e ligeiramente encaracolados, vestiria roupas indianas, Biólogo do Greenpeace, meiga e doce, sem ser demasiado pegajosa, pois quando o mel é muito até a abelha se afoga.
O segundo modelo era bastante diferente. Mantinha-se o corpo da Eva Herzigova, mas teria cabelos negros e lisos, olhos violeta (como se existisse alguém assim!), vestiria de preto, exuberante sem roçar os limites da piroseira, seria pintora, faria pratos exóticos estranhos, daria valor às pequenas coisas da vida, e embora fosse doce como a outra seria bem mais dicidida.
Foste um pouco vago na descrição das qualidades. Esqueceste-te do mais importante.
Mas numa coisa foste bastante específico e objectivo: os defeitos.
Nenhuma delas seria possessiva, egoísta, ciumenta (bem, talvez… mas sou um pouco), má, antipática, etc….
Nunca entendi porquê, mas quando tentavas descrever as qualidades de alguém, faltavam-te sempre as palavras. Não conseguias encontrar adjectivos. Mas os defeitos… Ah! Recitavas o dicionário completo!
Estranho, não é?
E ainda mais estranho era o facto de que quando apontavas defeitos, parecia que todos eles de alguma forma eram meus. Como se eu possuísse todos os defeitos detestáveis que um ser humano possa possuir.
Talvez fosse verdade…
Talvez fosse o meu ego que pensa que tudo gira à volta de mim.
Mas ainda assim, e apesar dos meus detestáveis defeitos, fui a única a adorar-te acima de tudo.
Acho que foi esse o meu mais detestável defeito.
Possessivíssimo…
Ainda hoje não engulo bem a palavra.
Não é por ser comprida, mas por todas a vezes que me chamaste possessiva.
Foi realmente uma pena…
Destino…Ah!
O próximo palhaço que me falar em destino, leva um murro nas trombas!
Não me venham com a desculpa do destino cada vez que a coisa dá para o torto.
Como alguém disse um dia: “O Inferno são os outros”.
Homem sábio…
Quase aposto que foi mais outro excêntrico que se suicidou. Como se ele soubesse o que é o Inferno…
Mas por outro lado sou levada a concordar com o Kurt Cobain que disse: “Mais vale morrer que esvanecer”.
Mais outro totó que se matou…
Eram todos tipos porreiros. Gostava de os ter conhecido.
Eles ao menos poderiam compreender-me.
Foi realmente uma pena…
Estou morta…
Estou com sono… Acho que vou dormir.
Despeço-me com a sábia frase:
“As meninas boas vão para o céu, as más vão para todo o lado”.

1 comentário:

ti...* disse...

BRAND NEW!!!!

devido a alguns problemas "Bloguicos" o blog "The World in my spoon" foi eliminado!
Eu sei que é um dia triste para a humanidade!

mas não desesperem a nova versão acabou de sair:

"STORY TAILERS"

http://talesoftheforgottenmelodies.blogspot.com/

Aguardo os Comments...

Beijos e abraços.

Ti...*