quinta-feira, 18 de dezembro de 2008

Fuck it!!!!!!!!!!!!!!!!!!

Sei que já não digo nada há muito tempo, mas que se foda, ninguém lê de qualquer maneira!
Sinto-me fodida, e não no sentido bom da palavra!!!!
Pensei que tinha arranjado emprego... Big mistake!!!
Pensei que ia tirar o pé da lama... Big mistake!!!
Pensei que era desta que a minha vida andava para a frente e deixava de ser um parasita nada simbiótico dos meus pais... Big mistake!!!
Tenho 28 anos.... Fuck it!!!!
Se a minha versão de 18 anos viesse hoje ter comigo e visse o que eu fiz com a minha vida... Provavelmente dava-me um grande chocho seguido de um monumental pontapé no traseiro!!!!
Chocho porque eu sou eu e sou sexualmente irresistivel (eheheheheh sure!!!) e porque tenho alguém que eu amo e me ama também, mas o pontapé, mais que merecido, seria por causa da minha triste e inexistente carreira profissional.
Durante a minha atribulada e fantástica adolescência o que me mais atormentava era a minha vida sentimental... a incerteza de vir a ser algum dia feliz neste departamento... Assunto tratado!!! Mas curiosamente a vida profissional nunca me stressou muito porque sempre achei que tirando o meu curso, estudando, esforçando-me tudo iria dar certo... Big mistake!!!!
Continuo fora da Grande Máquina. O sistema capitalista ainda não começou a consumir-me. Ainda não entrei na engrenagem.
Aos olhos de uns serei coitadinha, aos olhos de outros serei uma vergonha para a minha familia, aos olhos de outros serei uma sortuda dum caraças porque tenho boa vida e não tenho que vergar a mola. Aos meus olhos....Fuck it!!!
Ainda não morri, ainda não passo fome e tenho pessoas neste mundo que me amam. So far so good!!!!
O que o futuro me reserva continua uma feliz incógnita e se me safei até agora, certamente que continuarei a safar-me, com trabalho de preferência...
Seja como for, a todos os que estão na minha situação, muitos miminhos fofos e que corra tudo bem.
E já que estamos em época natalicia...
Fuck Christmas!!!!!!!!!!!!!!!
Porque o Natal já me fodeu e doeu!!!!!

sexta-feira, 29 de agosto de 2008

Back to Black

Amy Amy...

Dou por mim a compreender a cachopa.
Também sou junkie, nada tão extremo, e é legal!!!! Também eu tento expulsar os demónios através da escrita.
Também amei demais e fodi-me.

O pior é que eu não sou famosa nem tenho nenhum talento especial, o que só me torna mais patética!!!
Só pode ser falta do que fazer!!!!!

Esta é a minha música favorita dela.

Enjoy!!!!





"Back To Black"

He left no time to regret
Kept his dick wet
With his same old safe bet
Me and my head high
And my tears dry
Get on without my guy
You went back to what you knew
So far removed from all that we went through
And I tread a troubled track
My odds are stacked
I'll go back to black

We only said good-bye with words
I died a hundred times
You go back to her
And I go back to.....

I go back to us

I love you much
It's not enough
You love blow and I love puff
And life is like a pipe
And I'm a tiny penny rolling up the walls inside

We only said goodbye with words
I died a hundred times
You go back to her
And I go back to

Black, black, black, black, black, black, black,
I go back to
I go back to

We only said good-bye with words
I died a hundred times
You go back to her
And I go back to

We only said good-bye with words
I died a hundred times
You go back to her
And I go back to black



domingo, 20 de julho de 2008

Épilogo

Entreguei aqui a minha história pois há muito que já não é minha.
Ofereço-a aos filamentos de fibra óptica, aos rooters, aos satélites...
Ou a quem a ler.
Ou a quem a quiser.
Tal como os iogurtes, também as histórias têm prazo de validade, e este iogurte já expirou há muitos anos.
É um atentado à saúde pública.
Já não o quero.
Não faz sentido.
Tudo o que fez este livro está morto.
A história de amor...
O rapaz...
Não fui eu quem fez o trabalho, mas sei que ele morreu porque o guardei numa caixa em forma de coração e enterrei-o no meu jardim.Plantei por cima roseiras que dão flor todo o ano.
A narradora está morta desde o início.
Tragédia grega de cordel.
Tentativa Shakespeeriana lamentável.
Não faz mal.
Nesta história nã talento mas sim memórias.E é aí que reside a sua principal falha. A memória é mentirosa, manipuladora, esquisofrénica e sociopata. Histórias baseadas em memórias não são credíveis!!!
Não faz mal.
É engraçado como eu nunca consegui dar um nome a esta história.
Que nome se podá dar a uma parte da nossa vida? Haverá algum nome suficientemente bom?
E estranho como dutante várioas anos a senti como um membro amputado. Coçava-a todos os dias. Até fazer sangue. Depois deitava alcool na ferida. Contrariei o adagio popular. Nem tudo o que arde cura.
Cansei-me de gurdar memórias.
Decidi esquecer.

quarta-feira, 7 de maio de 2008

The end

O meu tempo está realmente a chegar ao fim.
Sabes? Quando comecei esta história, não sabia onde me ia levar. Não tinha qualquer perspectiva, ou objectivo ou intenção. Apenas agarrei numa caneta e descrevi da melhor forma que consegui o que eu sentia. Salvou-me a vida, acredita.
Mas como qualquer história que se preze, também esta chega ao fim. Uma parte de mim da qual eu me estou a despedir.
Entristece-me…
Sempre pensei que não teria que chegar a esta parte. Sempre pensei que de alguma forma tudo isto morreria comigo. Mas algo espantoso fez-me continuar.
Talvez tenhas sido tu….
Esta história também é tua. É para ti.
Será que me achas fútil?
Uma sentimentalóide patética com excesso de tempo entre mãos?
Não importa…
Continua a ser a tua história.
Uma história com um bom começo e difícil de ter um fim.
Uma Never Ending Storie.
Tal como me aconselhaste a fazer…
Diz adeus meu amor.
Desta vez não vou voltar.
Nunca mais voltarei a ti.
Vou tentar esquecer e escrever com a consciência tranquila e o coração despreocupado a palavra

Fim

domingo, 27 de abril de 2008

Capitulo XVIII

O meu tempo etsá a chegar ao fim...
Sim, creio que isto é realmente o fim.
Qua mais se pode dizer a quam já se disse tudo?
Que novidade interessante se pode oferecer a alguém de modo a mudar o rumo da sua vida?... De modo a salvar a sua alma?...
Que mais te poderei dizer?
Que Paraíso distante ou Inferno aterrador esconde a minha alma e que tu ainda desconheças?
Que pensamento fútil ou banalidade inutil ainda não partilhei contigo?
Não sei...
Sinto que após todo este tempo te ofereci tudo aquilo que alguma vez possui... Até mesmo a minha vida.
Nunca me arrependi.
Sinto que o meu tempo está a chegar ao fim.
Que vai ser de mim agora?
Quem salvará a minha alma quando eu me afundar?
Quem se lembrará que um dia eu existi?
Se eu ao menos pudesse começar de novo...
Numa outra vida... Num outro tempo...
Relembro a nossa história como um trailer de cinema... Porque é o melhor.... Imagens soltas... Fantasias impossiveis... Risos... Gritos.... Suspense....
No final é tudo o mesmo...
As luzes apagam-se...
A música termina...
E tudo chega ao fim...
Foi tudo um sonho...
Apenas um sonho....
Um sonho que durou quase dois anos e que de alguma estranha forma foi também a minha realidade... a minha vida...
Porque decidi morrer no meu sonho?
Não sei.
As formas que eu arranjo para fugir à dor são sempre estranhas.
Creio que a subjectividade da palavra “morte” me permite dizer que de facto,...talvez,...nalgum ponto do meu sonho, eu morri realmente.
E os meus sonhos são assustadoramente reais....

quarta-feira, 2 de abril de 2008

BLÁ BLÁ BLÁ....

Na vida tudo tem um começo, um meio e um fim.
É a lógica, são as leis planetárias que conspiram para que assim aconteça.
E quando nos recusamos a seguir a lógica e tentamos alterar a ordem das coisas, saltar partes ou evitar que aconteçam?...
A lógica é implacável, e aquilo que ontem começou, hoje é, e amanhã já estará morto.
Como um livro…
Como uma história de amor…
Como a história dos impérios e das civilizações…
A minha vida vai no meio e espero que o meu fim não seja já amanhã pois ainda há muito que eu quero escrever no meu livro e imprimir a minha marca na história do meu pequeno império privado, da minha civilização decadente.
E as histórias de amor….
Blá blá blá….
Hollywood estragou-nos a cabeça com tantas ideias recheadas de amor romântico, da perfeição dos encontros, das almas gémeas, tudo muito rosa, muito sexo, muitos bebés, felizes para sempre…. A verdade é que o “para sempre” nos filmes dura em média entre 90 a 180 minutos. Nesse espaço de tempo qualquer um consegue ser Hollywoodescamente feliz. O problema é que por norma eles cortam a parte do depois, quando o galã começa a reparar nas mamas de todas as amigas que vão lá a casa, a mocinha começa a tomar anti-depresivos para preencher o vazio que tem na alma e aplacar a vontade de matar os bebés que não param de chorar, cagar fraldas e vomitar-lhe no ombro, as almas gémeas deixam de ser semelhantes, sexo três vezes por mês, contas para pagar, o galã começa a comer a secretária e a mocinha procura conforto nos braços musculados do jardineiro.
Uma frase que eu li e adorei adequa-se perfeitamente ao caso: “Quer romance, compre um livro”!
Mas porque será que apesar de sabermos desde crianças que os filmes não são reais, continuamos a achar que sim, que é aquilo que deve acontecer e qualquer coisa abaixo daquilo é risível e totalmente insatisfatório?
Perfeição…
A eterna utopia do ser humano… E ainda assim estamos rodeados de tantas coisas perfeitas, que com a nossa cegueira pela perfeição absoluta, deixamos passar ao lado.
Como o perfume de um jacinto holandês… Uma queda de água no meio do nada… O fogo que nos aquece no Inverno… O sorriso na boca de quem amamos…
O ser humano é sem duvida um bicho estranho…
Ansiamos pelo céu e quando lá chegamos ficamos desiludidos…. Sentimo-nos ultrajados pois esperávamos muito mais… Frustramos as nossas expectativas….
Na história da nossa vida, desprezamos o começo, estragamos o meio e fodemos qualquer possibilidade de um fim perfeito.
Acho que o ideal seria aprender com o começo, viver o meio e sonhar com o fim.

domingo, 30 de março de 2008

Capitulo XVII

Deixa-me contar-te a história de uma escola cinzenta e triste, e de um colete marroquino tecido com todas as cores da felicidade.
Deixa-me falar-te acerca de tardes passadas a beber Malibu com Cola, e de como gastávamos dinheiro inconscientemente naquela altura…
Deixa-me falar um pouco acerca de ti e de como conseguiste trazer cor a uma escola cinzenta. Bom, se não a coloriste toda, ao menos conseguiste colorir uma parte. A parte que os meus olhos conseguiam alcançar.
Horas passadas em Pubs bebendo Malibu com Cola, partilhando sonhos e a mesma palhinha.
Não me lembro de uma Primavera como aquela...
Deixa-me falar da felicidade e do engano da alma....
Deixa-me falar acerca de gostar de estar viva pela primeira vez na vida.
Uma tarde... Três horas num bar a beber Senas e licor de ginja. Perdidos nas horas, palando sobre o passado, o presente e o futuro.
Deixa-me falr acerca do dia em que vi o mundo através dos olhos de um anjo. Tu, sentado na base de cimento dum mastro de bandeira, mesmo à minha frente, falando de frustrações, solidão e das tuas viagens.
Deixa-me falar do renascimento de uma alma esquecida. De como as tuas histórias e risos e olhares e sonhos a fizeram ressuscitar.
Será que o poderás fazer de novo?
Melhor ainda, será que estás disposto?
Penso que não...
Ainda assim, deixa-me falar acerca de simplicidade e da inocência...
Da tua inocência...
Momentos de riso incontrolável nas alturas mais inconvenientes.
Cumplicidade levada ao extremo.
Uma alma demasiado grande para habitar um só corpo e que por isso se dividiu em dois.
O teu...
O meu...
O que aconteceu à alma, agora que um dos corpos morreu?
Que foi que nos aconteceu?
Nada de especial...
Tu continuas a tua vida....
Eu continuo a minha morte...
Dois caminhos diferentes e ainda assim tanto em comum.
Nenhum dos dois está feliz.
Magoa-me sabê-lo.
Onde foi que perdeste esses sorrisos, todos diferentes e que podiam iluminar a vida de uma pessoa?
E esse entusiasmo que dançava nos teus olhos e que dedicavas a cada novidade?
E essa tus inocência...
O que aconteceu a essa inocência que me fazia adorar-te mais que tudo o que se movia e respirava?
Que ainda me faz adorar-te...
Ainda assim, deixa-me falar acerca da felicidade...
De como um dia eu fui feliz até aos extremos da rtealidade.
Não precisei de muito...
Naquela altura a minha vida andava um caos... os meus amigos contavam-se pelos dedos de uma mão... Ainda assim, falem-me de felicidade e lembrar-me-ei para sempre de ti.
Como era fácil adorar-te! Como era fácil ser feliz só pelo facto de te adorar!
Mergulhar nos teus olhos e saber que se um dia essees olhos se fechassem eu morreria também.
True love...
Ou amores verdadeiro... como preferirem.
Hoje sei que encontrei o meu.
E fico feliz.
Fico feliz pois encontrei algo que muitos levam várias vidas para encontrar.
Fico feliz pois um dia bebemos Malibu com Cola e partilhámos sonhos, muitos sonhos... e a mesma palhinha.