sexta-feira, 28 de setembro de 2007

Fim do V Capítulo



“É verãaaaaoooo! E os peixes andam aos saltos!” Lembras-te? Cantavas essa música como se fosse algo natural. Devias ter alguma coisa contra o verão para o massacrares dessa maneira. Mas sabes, o meu amor por ti era tão cego que até do raio da música eu gostava.
Amor…
Porque é que mais cedo ou mais tarde acabamos inevitavelmente por falar nele? Pergunto-me se algum dia serás capaz de amar alguém, da mesma forma que eu gostava de ti. Tanto, que tudo à minha volta se tornava banal quando estava contigo.
O verão…
Os vermes continuam o seu trabalho.
Há quanto tempo?...
“Há quanto tempo o quê?”
Há quanto tempo me mataste?
Mau! Mau! Mau!
Não bastava teres-me tratado como uma leprosa?!
Eu podia ter tido uma vida, porra!
Eu podia ter sido feliz!
Talvez contigo, talvez não…
Estranho… Agora que estou morta sei que nunca vou saber.
Está quase a fazer um ano.
Um ano… Que terá acontecido neste ano?
Para mim pareceu-me uma eternidade.
E para ti?
Que se foda tudo!
A morte, a vida, …Tudo!!
A ignorância…
Triste esta ignorância própria de quem está morta.
Quem me dera saber o que se passa aí em cima e poder, sei lá… fazer alguma coisa. Qualquer coisa.
Estou só…
Ninguém vem falar comigo.
Nem mesmo o rapaz… Lembras-te? Nem esse.
Estou só…
Como podemos saber o que os outros sentem?
Acho que devia falar com alguém…
Será que têm linhas do género “SOS Solidão” para mortos?
Estou a precisar.
Preciso falar com alguém…
Contar todas as minhas merdas e devaneios. Procurar um pouco de ajuda e conforto nas palavras de um outro alguém. Sempre me queixei que ninguém me compreendia…
Só tu…
Só tu me conseguias compreender.
Porque éramos iguais.

Estou a pensar em ti…
Nada de especial, bem sei…
Penso na violência que rodeava a nossa relação.
Violência física.
Adorava bater-te!
Adorava morder-te!
Puxar-te os cabelos!
Não sei porque o fazia. Talvez para te lembrar que eu existia, que estava ali.
Sempre.
Lembro-me que um dia te mordi o pescoço. Foi uma mordida rápida, inocente, como a de um vampiro, mas ainda assim fez sangue.
“Violenta!!” reclamaste tu. “Odeio quando me mordem!”. Dizias isso como se te mordessem muitas vezes… Tentei redimir-me com um beijo, mas como todo o criminoso que se preze voltei ao lugar do crime. Comecei a sugar-te a ferida como uma possuída.
Foste a única pessoa a quem provei o sangue.
O único.
No dia seguinte contaste-me que tinhas passado a noite com uma camisola de gola alta, morrendo de calor, para não se ver a mancha roxa que eu tinha deixado.
Adorava maltratar-te!
Eu sei que sempre me afirmei pacifista, mas contigo era diferente.
Adorava bater-te!
Especialmente depois dum beijo…
Apanhava-te desprevenido e ficavas sem reacção.
Às vezes ripostavas.
Batias-me…
Mas eu gostava.
Talvez te batesse porque no fundo adorava que me batesses também.
Eu sei… Eu sei…
Eu era uma masoquista…

terça-feira, 18 de setembro de 2007

V Capítulo

Se me perguntassem por que é que me apaixonei por ti, acho que não saberia o que responder.
O nosso amor não era racional, não tinha lógica ou método. Se um psicólogo o tentasse estudar, ou desistia ou enlouquecia.
Era impossível.
Não éramos iguais a ninguém.
Não conseguíamos fazer o que os outros faziam, por isso inventamos algo novo.
O nosso amor.
Diferente.
Bom.
Ou talvez não.
Tanto faz…

Aquele dia…
Gostaria do poder descrever, de contar a nossa história, para que mais ninguém caísse nesse engano. Na tentação de cometer o mesmo erro, mas não sou capaz…
Para contar uma história é preciso ter a cabeça fria, não estar envolvido emocionalmente, e eu neste momento… Além disso nunca fui muito boa a contar histórias. Deixava sempre essa tarefa para ti. Tinhas mais imaginação, mais paciência.
Aquele dia…
Uma tarde de primavera…
Estavas lindo…
Umas calças que julgavas serem modelo único, mesmo quando vias cem iguais à tua frente. Tinham tantas manchas que a minha imaginação divagava tentando descobrir como as tinhas feito.
Uma sweat-shirt preta… Era suposto ser preta, mas a tua espuma já a tinha massacrado tanto, que de preta só tinha mesmo o nome.
Os teus cabelos estavam selvaticamente soltos, pois para amargura tua ainda não eram suficientemente compridos para os prenderes, e as toneladas de espumas que lhes punhas escorriam em gotas pelo teu pescoço.
Estavas lindo…
Nesse dia contaste-me que um dia te deste ao trabalho de fazeres uma lista das pessoas que achavas mais feias que tu. Ainda hoje me pergunto como o teu ego e a tua auto-estima exacerbada to permitiram fazer, mas se calhar até fizeste mesmo. No entanto aposto que desististe quando a lista se tornou demasiado extensa.
Como é que não vias que eras lindo?!
Eu sei que nunca ninguém to disse, pelo menos não assim, a bandeiras despregadas, mas é para isso mesmo que eu existo. Para inchar ainda masi esse ego que cobre todo o Universo.
Aquele dia…
Estava tão feliz…
Tu também.
Parecia que todo o mundo estava feliz.
A felicidade é contagiosa.
Mal nós sabíamos o que estava para acontecer.
Ainda bem…
Ainda bem que a vida é feita de ignorância.
Aconteceu tudo tão depressa que nem tive tempo para respirar.
Ente um copo e outro, aconteceu uma vida de emoções e merdas.
Não dei por nada.
Aconteceu tudo tão naturalmente que nem dei pela chegada da felicidade.
Felicidade…
É tão desinteressante.
Não tem história.
Passa ao lado.
Só pensamos nela quando já se foi embora.
Merda! Só de pensar nisso fiquei triste outra vez!
E tu, continuas contente?
“Não tens nada a ver com isso!”
Eu sei que estás feliz.
“Mete-te mas é na tua vida!”
Estás feliz porque eu também estou.
“Somos tão parecidos que até enjoa!”
Não digas isso…
“Porquê?”
Porque é verdade e a mentira é que é boa!
Tu não consegues mentir.
“Quem se rala?”
Eu.
“Estou-me a cagar completamente para ti!”

Isto está errado.
Nós não éramos assim. Dávamo-nos bem, e dávamo-nos mal, mas nunca me trataste mal.
Jogo de engate…
É o melhor da história.
O nosso foi o melhor. Como a foda do século.
Foda que nunca demos, com muita pena minha.
Por vezes penso em sexo…
Sexo…
Suor…
Saliva…
Lágrimas…
Mãos no meu corpo. Mãos que me despem e me arrepiam.
Noites inteiras de sexo louco e selvagem…
Não existiram…
“Azarito, minha amiga”
Fica para a próxima…

O mal de tudo é o amor.
O amor fode tudo, mesmo aquilo que nunca foi fodido.
O amor… Entra na nossa vida como um amigo inesperado que veio para jantar. Sem aviso prévio ele chega e fode todos os nossos planos.
O amor… Creio que o amor é um pouco como a morte. É mau, mas necessário.
Estou morta…
Adoro-te…
Merda!
Dois males de uma só vez! É um pouco demais!
Queria esquecer-te.
Queria deixar de amar.
Assumir o meu papel de morta a tempo inteiro.
Estou farta!
Quero arranjar um morto jeitoso.
Não o quero amar.
Quero fodê-lo até que um de nós parta o esqueleto.
Quero divertir-me!
Quero aproveitar esta morte até que não sobre mais morte para aproveitar.

segunda-feira, 17 de setembro de 2007

IV Capítulo

Acho que estou feliz.
É bom.
É diferente.
Olho para a minha vida, que nem vida é, e fico feliz.
Estou morta.
Morri no auge da minha juventude.
Morri virgem.
Não conheci nenhum país.
Não conheci mais de metade dos prazeres da vida.
Estou feliz.
Finalmente estou feliz.

É mentira.
É tudo uma grande mentira, mas eu gosto de mentir. AS mentiras são boas. São suaves. São simpáticas. Não magoam. AS mentiras são como os penso rápidos, não curam a realidade, mas ao menos evitam que ela volte a sangrar.
A minha vida foi uma mentira.
A minha morte também.
Eu fui uma mentira.
E tu também
Construí a minha vida em cima de mentiras e quando tentei acabar com elas, desmoronei-me. Morri. Mataste-me.
Cabrão! Odeio-te!
“Até parece que eu acredito!”
Claro que acreditas. Sempre acreditaste.
“Não sabes mentir.”
Tu também não.
E não sabias mesmo. Sempre que me tentavas mentir eu acabava inevitavelmente por descobrir a tua mentira.
Tinhas jeito para mentir. Pena que só servisse para os outros. Éramos demasiado parecidos, lembras-te?, e os teus pensamentos não eram segredo para mim. Descobria quando estavas a mentir pois no teu lugar mentiria exactamente sobre a mesma coisa.
Estou feliz.
Estou frustrada mas estou feliz.
Tão triste…
Uma morta frustrada, mas feliz.
Estou morta. Estou feliz. Etc…
Talvez esteja feliz porque estou morta ou talvez esteja morta porque estou feliz. É tudo muito complicado. Não me peças para explicar, estou cansada. Acho que os vermes já começaram a consumir o pouco cérebro que alguma vez possui. Acho que o vomitaram. Não prestava.

Lembras-te da minha morte?
Eu lembro-me…
Estava feliz. Tu também.
“Não estava nada!”
Cala-te e deixa-me lembrar!
Foi uma morte injusta.
Não, foi estúpida
Não merecia morrer.
Dizem que os maus não morrem… Isso é mentira! Eu era má e morri. Não tanto como tu, claro! Eras insuperável! Mas conseguia ser má, especialmente quando estavas longe. Queria vingar-me da distância. Era má. Mas tu ainda eras pior.

Não acontece nada aqui em baixo.
Estou parada.
Não me quero mexer.
Deixo esse trabalho para os vermes, eles que se mexam se quiserem.
A vida é uma merda.
A morte também.
Eu gosto da vida.
“Eu não.”
Porque é que tens que estar sempre a contrariar-me?
“Porque me apetece!”
Eu sei que gostas da vida.
“Sabes lá tu!”
Cala-te e deixa-me!
“Isso querias tu!”

Os dias são cada vez mais sossegados. Não há pressas, não há para onde ir. Não há horários a cumprir, não há nada.
Apenas silêncio.
Silêncio.
É bom.
É sossegado.
É diferente.
Nunca tivemos um momento de silêncio ou sossego. Não conseguíamos. Era impossível. Havia sempre algo a dizer, um som, uma música. Era impossível estarmos calados. Quando se fala muito, cerca de 90% do que se diz é lixo verbal. Mas nunca connosco. Nada do que dizíamos era desprovido ou carenciado de significado. Cada palavra, cada som, cada gesto tiveram uma história. Foram especiais.
Tudo era especial.
Dentro da regra nós fomos a excepção.
Talvez porque quebrámos todas as regras.
E todas as excepções.
Não consigo pensar.
“Se conseguisses é que me espantavas!”
Porque é que és assim?
“Porque me apetece!”
Não vês que te amo? Que cada dia que passa mais o meu coração te pertence?
Quero sair daqui.
Deixar os vermes.
Este corpo que nunca me agradou.
Este mundo inferior e frio que por vezes combina demasiado comigo.
Quero voltar a dar os teus passos.
Correr pelas ruas vazias só pelo prazer de correr.
Sem pressas…
Chamar por ti só porque sei que não me poderás ouvir.
Devolve-me a vida.
Dá-me um sinal.
Algo…
Deixa-me voltar a viver.
Quero tempo.
Tempo para mim.
Tempo para ti.
Tempo para morrer.

sexta-feira, 14 de setembro de 2007

Summer Wine

Strawberries cherries and an angel's kiss in spring
My summer wine is really made from all these things

I walked in town on silver spurs that jingled too
A song that I had only sang to just a few
She saw my silver spurs and said let pass some time
And I will give to you summer wine

Oohh-oh summer wine

Strawberries cherries and an angel's kiss in spring
My summer wine is really made from all these things
Take off your silver spurs and help me pass the time
And I will give to you summer wine

Oohh-oh summer wine

My eyes grew heavy and my lips they could not speak
I tried to get up but I couldn't find my feet
She reassured me with an unfamilliar line
And then she gave to me more summer wine

Oohh-oh summer wine

Strawberries cherries and an angel's kiss in spring
My summer wine is really made from all these things
Take off your silver spurs and help me pass the time
And I will give to you summer wine

Oohh-oh summer wine

When I woke up the sun was shining in my eyes
My silver spurs were gone my head felt twice its size
She took my silver spurs a dollar and a dime
And left me cravin' for more summer wine

Oohh-oh summer wine

Strawberries cherries and an angel's kiss in spring
My summer wine is really made from all these things
Take off those silver spurs and help me pass the time
And I will give to you my summer wine

Oohh-oh summer wïne


Him

quarta-feira, 12 de setembro de 2007

Fim do III Capítulo

Eras incrivelmente bonito!
Sei que nunca to disse , nunca tive coragem. Talvez porque sabia que se to dissesse o teu maldito ego explodia-me na tromba. Era capaz de passar horas inteiras a observar-te, sem que ninguém desse por isso, apenas a admirar-te, a contemplar-te, a derreter-me com o teu charme.
Penso que não se consegue amar verdadeiramente uma pessoa se não a admirarmos. Eu posso dizer que te amei verdadeiramente pois foste a pessoa que mais admirei neste mundo. Ainda te admiro.
Por vezes tento lembrar-me de como era estar viva, mas acho que já me esqueci.
Lembro-me que por vezes andava na rua e me cruzava-me com muitas pessoas. Não conhecia a maior parte delas, mas bastava-me olhar para os seus rostos para saber que sofriam todas do mesmo mal: tristeza. Tinham os rostos cinzentos, fechados, nublados, como o céu numa manhã chuvosa de Inverno. Eu também era triste, mas ao menos sorria… Sorri até morrer.

Acho que ainda sorrio, apesar de ter uma vontade irreprimível de chorar.

Deus, como eu gostaria de poder chorar! Mas tenho medo…Tenho medo de não conseguir parar.
Além do mais não sei ao certo porque choraria. Talvez pelo puro prazer de deixar rolar as lágrimas pelo meu rosto semi-carcomido pelos vermes. Talvez…
Será que choraste alguma vez? Náaah! Mau como eras aposto que nem lágrimas tinhas.
Mau! Mau! Mau! Crápula! Ser cruel! Malvado! Perverso! Deus, como eras insensível, frio…
Mau! Muito mau mesmo!
Não, houve uma vez que quase choraste. Foi por minha culpa eu sei… lembras-te? Aposto que não. Apenas te lembras daquilo que te interessa. Agora estou feliz por isso. Fiz-te sofrer. Foi bem feito! Mau. Não chegaste a chorar. Tinhas vontade, … mas não pudeste. Seria mostrar demasiado a tua personalidade sensível e tu não querias isso, pois não?
Acho que só me viste chorar uma ou duas vezes. E no final acabei sempre bêbeda, depois de termos feito as maiores loucuras. Acho que gostavas de me ver chorar. Cada vez que eu chorava, mais próximos nós ficávamos.
Adorava estar contigo.
Adoraria estar contigo.
Mas tudo acabou…
Bons velhos tempos…
Já não voltam…
Talvez sim…
“Ilusão”
Cala-te e deixa-me iludir!
“Pára com isso!”
Sofrimento…
Eu gosto do sofrimento. É quentinho…
“Masoquista.”
Talvez…

Parece que sempre que eu estava a um passo de alcançar a felicidade completa, esse passo ficava por dar e eu voltava a cair novamente na lama.
Sempre eu tinha algo bom, perdia-o intencionalmente…
Como é que eu pude ser tão estúpida?!
Definitivamente, eu era estúpida!

Porquê tanto sofrimento?
Nunca consegui entender a necessidade do sofrimento. Não era suposto Deus querer-nos ajudar, ver-nos felizes? Então porquê?!! Porque é que nos é imposto o sofrimento?
Como é que Deus pode ser tão sádico?
Definitivamente, ele é sádico!

terça-feira, 11 de setembro de 2007

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Como saber o que realmente queremos?
Como saber quem realmente somos?
Será que o que eu quero hoje tem o mesmo valor amanhã, quando se torna um dado adquirido?
Se a nossa vida se pode julgar pelas pessoas que passam por ela, será que me posso considerar uma solitária?
E se eu for um animal social? Como fico?
E se queremos tudo e não temos nada? E se temos tudo e não queremos nada? Ou queremos uma única coisa e não a conseguimos alcançar? E se um dia a alcançarmos será que depois lhe daremos o devido valor? Provavelmente não. Porquê? Porque somos humanos e a nossa natureza não o permite. Podemos controlar muitos aspectos da nossa vida, da nossa personalidade, mas o “core”, aquilo que faz de nós aquilo que somos, nunca poderemos mudar. Como se diz: “Não se pode mudar o coração”.
Mas falando fisiologicamente isto é mentira! Afinal, há já uns anos valentes que se fazem transplantes!
Por vezes penso que preciso de um coração novo. Não que o meu não funcione bem! Bate quando deve, mesmo durante as minhas hiperventilações. Mas guarda dentro dele muita coisa que eu gostaria de poder esquecer ou pelo menos mudar. Pessoas que nele habitam mas que já não estão comigo.
Será possível revisitar velhos fantasmas e descobrir que nunca chegaram a morrer?
Será?

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domingo, 9 de setembro de 2007

Sexo, sexo, sexo...........................................

Falemos de sexo…
Falemos do sexo que se quer e não se tem, do sexo que se tem e não se quer.
Falemos dos diferentes tipos de sexo e das suas componentes.
Após longas horas de reflecção e prática (Eh!Eh!) conclui na minha humilde opinião que existem quatro tipos distintos:
O “Vanilla Sex”
O “Sex Sex”
O “Porn Sex”
O “Faaaaantaaaastic Sex”
Há quem chame “fazer amor” ao “Vanilla Sex”. Fazer amor? Ah! O amor não se faz, ou existe ou não existe! O que é uma pena, acreditem! Se o amor fosse coisa que se fizesse aposto que muito boa gente por esse mundo fora, levantava o cu gordo do sofá, ignorando a sua preguiça natural, e até se dava ao trabalho de o fazer! Basicamente é o sexo fofinho, cheio de miminhos e palavras melosas praticado pelos casaizinhos de longa data e pouca imaginação e pelas alforrecas. Pode saber bem de vez em quando, mas o seu uso prolongado poderá provocar efeitos secundários tais como: Esquecimento de todas as outras posições do Kama Sutra excepto a posição de missionário, bloqueio do globo ocular na direcção do tecto e concluir ser melhor pintar o tecto de bege, sonolência, impotência/frigidez, etc (em casão de dúvida ou persistência dos sintomas for favor consulte o seu terapeuta sexual).
Existe também o “Sex Sex”. É o tipo que surge de erupção aleatória de hormonas, que produz uma humidescência ou turgimento do órgão sexual e nos leva a olhar para o objecto do nosso desejo com olhos de carneiro mal morto na esperança que a outra parte também esteja para aí virada. Surge normalmente em situações de tédio (trabalho, aulas, estudar…), situações de alcoolemia interessantes, descargas de ferormonas violentas que nos entram pelo nariz, coçam o nosso Órgão de Jacobson e fazem achar a criatura em questão (entenda-se a possuidora das ditas ferormonas) o mais apetecível dos seres, ou então simplesmente porque nos apetece! É foda, orgasmo e até à próxima, por esta ordem, se bem que cada um é livre de fazer o que bem entender, e orgasmo, até à próxima e depois foda também pode ser interessante.
O “Porn Sex”é também outra forma interessante de desprendimento sentimental. É o sexo “Quinky”, sem barreiras, tabus, sem medo de pedir o que queremos naquele momento sem medo de ofender a sensibilidade ou o estômago da outra pessoa. É o sexo “alternativo”. “hardcore”, “punk”, com múltiplos parceiros, chicotes, insultos, palavrões, espancamento, puxões de cabelo, disfarces de mordomo ou enfermeira, vontade de foder dentro de uma banheira cheia de Chili, fazer sexo oral na casa de banho dum hipermercado só porque sim! É um tipo de sexo bastante praseiroso, mas que não faz muito sentido ser repetido com a mesma pessoa, nem muitas vezes, senão é mais inteligente trabalhar na industria cinematográfica especializada, sempre se ganha uns trocos!
O “Faaaaantaaaastic Sex” é, tal como o nome indica, fantástico! É a junção harmoniosa de todos os outros tipos de sexo. É amar aquela pessoa à nossa frente e poder trocá-la por qualquer outra, é explorar sem medos, é sentir o calor subir ao rosto e sentir “tingles” em partes interessantes do corpo mesmo após vinte anos de relacionamento, é fodê-la impunemente e sentir os joelhos fraquejar com um beijo.
Quantas vezes na vida temos “Faaaaantaaaastic Sex”? E será que as contamos? Quantas pessoas nos poderão fazer sentir assim? Será que é utópico? E todos os outros tipos, não serão eles também necessários e instrutivos?
Falemos de sexo!
Falemos dos instintos primários e de como uma necessidade fisiológica se complica e torna psicológica, e todos os preservativos gastos, km percorridos, exudação libertada valem sempre a pena.
Falemos de sexo, pois no final acabamos sempre por voltar ao mesmo assunto.