Como saber o que realmente queremos?
Como saber quem realmente somos?
Será que o que eu quero hoje tem o mesmo valor amanhã, quando se torna um dado adquirido?
Se a nossa vida se pode julgar pelas pessoas que passam por ela, será que me posso considerar uma solitária?
E se eu for um animal social? Como fico?
E se queremos tudo e não temos nada? E se temos tudo e não queremos nada? Ou queremos uma única coisa e não a conseguimos alcançar? E se um dia a alcançarmos será que depois lhe daremos o devido valor? Provavelmente não. Porquê? Porque somos humanos e a nossa natureza não o permite. Podemos controlar muitos aspectos da nossa vida, da nossa personalidade, mas o “core”, aquilo que faz de nós aquilo que somos, nunca poderemos mudar. Como se diz: “Não se pode mudar o coração”.
Mas falando fisiologicamente isto é mentira! Afinal, há já uns anos valentes que se fazem transplantes!
Por vezes penso que preciso de um coração novo. Não que o meu não funcione bem! Bate quando deve, mesmo durante as minhas hiperventilações. Mas guarda dentro dele muita coisa que eu gostaria de poder esquecer ou pelo menos mudar. Pessoas que nele habitam mas que já não estão comigo.
Será possível revisitar velhos fantasmas e descobrir que nunca chegaram a morrer?
Será?
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terça-feira, 11 de setembro de 2007
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