Falemos de sexo…
Falemos do sexo que se quer e não se tem, do sexo que se tem e não se quer.
Falemos dos diferentes tipos de sexo e das suas componentes.
Após longas horas de reflecção e prática (Eh!Eh!) conclui na minha humilde opinião que existem quatro tipos distintos:
O “Vanilla Sex”
O “Sex Sex”
O “Porn Sex”
O “Faaaaantaaaastic Sex”
Há quem chame “fazer amor” ao “Vanilla Sex”. Fazer amor? Ah! O amor não se faz, ou existe ou não existe! O que é uma pena, acreditem! Se o amor fosse coisa que se fizesse aposto que muito boa gente por esse mundo fora, levantava o cu gordo do sofá, ignorando a sua preguiça natural, e até se dava ao trabalho de o fazer! Basicamente é o sexo fofinho, cheio de miminhos e palavras melosas praticado pelos casaizinhos de longa data e pouca imaginação e pelas alforrecas. Pode saber bem de vez em quando, mas o seu uso prolongado poderá provocar efeitos secundários tais como: Esquecimento de todas as outras posições do Kama Sutra excepto a posição de missionário, bloqueio do globo ocular na direcção do tecto e concluir ser melhor pintar o tecto de bege, sonolência, impotência/frigidez, etc (em casão de dúvida ou persistência dos sintomas for favor consulte o seu terapeuta sexual).
Existe também o “Sex Sex”. É o tipo que surge de erupção aleatória de hormonas, que produz uma humidescência ou turgimento do órgão sexual e nos leva a olhar para o objecto do nosso desejo com olhos de carneiro mal morto na esperança que a outra parte também esteja para aí virada. Surge normalmente em situações de tédio (trabalho, aulas, estudar…), situações de alcoolemia interessantes, descargas de ferormonas violentas que nos entram pelo nariz, coçam o nosso Órgão de Jacobson e fazem achar a criatura em questão (entenda-se a possuidora das ditas ferormonas) o mais apetecível dos seres, ou então simplesmente porque nos apetece! É foda, orgasmo e até à próxima, por esta ordem, se bem que cada um é livre de fazer o que bem entender, e orgasmo, até à próxima e depois foda também pode ser interessante.
O “Porn Sex”é também outra forma interessante de desprendimento sentimental. É o sexo “Quinky”, sem barreiras, tabus, sem medo de pedir o que queremos naquele momento sem medo de ofender a sensibilidade ou o estômago da outra pessoa. É o sexo “alternativo”. “hardcore”, “punk”, com múltiplos parceiros, chicotes, insultos, palavrões, espancamento, puxões de cabelo, disfarces de mordomo ou enfermeira, vontade de foder dentro de uma banheira cheia de Chili, fazer sexo oral na casa de banho dum hipermercado só porque sim! É um tipo de sexo bastante praseiroso, mas que não faz muito sentido ser repetido com a mesma pessoa, nem muitas vezes, senão é mais inteligente trabalhar na industria cinematográfica especializada, sempre se ganha uns trocos!
O “Faaaaantaaaastic Sex” é, tal como o nome indica, fantástico! É a junção harmoniosa de todos os outros tipos de sexo. É amar aquela pessoa à nossa frente e poder trocá-la por qualquer outra, é explorar sem medos, é sentir o calor subir ao rosto e sentir “tingles” em partes interessantes do corpo mesmo após vinte anos de relacionamento, é fodê-la impunemente e sentir os joelhos fraquejar com um beijo.
Quantas vezes na vida temos “Faaaaantaaaastic Sex”? E será que as contamos? Quantas pessoas nos poderão fazer sentir assim? Será que é utópico? E todos os outros tipos, não serão eles também necessários e instrutivos?
Falemos de sexo!
Falemos dos instintos primários e de como uma necessidade fisiológica se complica e torna psicológica, e todos os preservativos gastos, km percorridos, exudação libertada valem sempre a pena.
Falemos de sexo, pois no final acabamos sempre por voltar ao mesmo assunto.
Subscrever:
Enviar feedback (Atom)
Sem comentários:
Enviar um comentário