quinta-feira, 31 de janeiro de 2008

XIV Capitulo

Quando bebemos a vida demasiado depressa não conseguimos apreciar o seu verdadeiro sabor.
A vida torna-se um vazio…
Um abismo escuro e sem significado…
Será que acontece o mesmo com a morte?
Será que morri demasiado depressa? Será que vivi demasiado depressa?
Seja como for, ainda bem que morri depressa.
Acho que seria uma péssima suicida. Pelos meus cálculos rápidos de cabeça acho que precisaria de pelo menos cinquenta anos para fazer tudo o que me falta fazer, mais dez anos para me despedir de todos aqueles que eu gostava… mais dois anos para planear o meu funeral… mais duas horas para sentir pena de mim própria… Enfim, pelos meus cálculos matava-me para aí com oitenta anos se começasse a planear desde já.
Ficaram tantas coisas por acabar. Tantas coisas por fazer. Tantas pessoas a quem não disse adeus.
Os meus livros começados… os meus diários… o meu livro de poemas… Quem lhes dará valor? Quem os irá ler? Quem os deitará para o lixo?
Ficaram tantas coisas para trás.
Como um vazio.
Um pedaço de uma frase que ficou por escrever.
Foi melhor assim…


O silêncio…
Apenas o silêncio… apenas escuridão…
O suficiente para me matar.
Sempre odiei o silêncio. Enlouquecia-me. A possibilidade de ficar totalmente só, apenas com o silêncio a murmurar-me palavras tristes ao ouvido constituía o meu pior pesadelo.
O silêncio não faz sentido…
Talvez seja bom para os vegetais que de nada mais precisam além de um pouco de água e terra para os proteger.
Eu preciso de muito mais…
Há momentos na vida que não são dignos de registo se não tiverem uma música que os acompanhe.
Há palavras que soam vazias e até mesmo ridículas se não tiverem uma melodia que as ajude a respirar.
Como um filme sem banda sonora…
Neste momento não me preocupo com isso.
Quero apenas o silêncio.
Poder contemplar a minha existência na escuridão e aproveitar os últimos rasgos de lucidez que me restam.
O suficiente para me matar…
Pouco a pouco…
O suficiente para criar uma música que acompanhe este momento. Para que ele dure para sempre…
Um pouco de silêncio para me lembrar de todos os momentos de extrema e enojante felicidade que passei contigo.
E sentir pena de mim própria.

quarta-feira, 30 de janeiro de 2008

Old friends…

Tenho uma pequena colecção de imagens que me acompanham, e uma ainda maior de imagens que há muito me deixaram. Fotografias… Adoro-as simplesmente. Não gosto de me ver fotografada, mas que melhor maneira há de ver as pequenas mudanças que ocorrem na nossa vida e que ficam de alguma forma misteriosa gravadas no nosso rosto. E melhor ainda, as mudanças no rosto daqueles que nos acompanharam no caminho.
Old friends…
Tantos rostos que ficaram no meu passado e que cada vez que abro o meu álbum me vêm visitar. Tantas situações e conversas gravadas silenciosamente em pedaços de papel em formato 15cm/10cm… Tantos locais visitados e revisitados, ecos de locais que já não existem. Lembranças de momentos marcantes, banais, divertidos, tristes, únicos… momentos simples. A cumplicidade retratada daqueles que momentaneamente partilharam o mesmo espaço e o mesmo tempo.

domingo, 13 de janeiro de 2008

XIII Capitulo

Sabes o que faço quando me sinto só?
Fecho os olhos…
Não sinto nada além da cálida escuridão. Embrulho-me no odor a caramelo do ponche quente e fico assim durante horas.
Por vezes vêm-me à memória a delicadeza com que seguravas no copo entre as tuas mãos e a doçura com que fechavas os olhos e inspiravas o vapor que se desprendia do ponche, e não consigo deixar de esboçar um sorriso de felicidade.
Apetecia-me fotografar-te…
Captar aquela imagem única… para que ela durasse para sempre…
É uma pena que as fotografias não roubem mesmo a alma, como pensavam os índios. É pena que tudo não passe de uma superstição.
O que eu não daria para possuir os segredos de uma alma como a tua…
O que eu não daria para possuir a perfeição de uma alma como a tua….
Tu eras perfeito…
Tudo em ti era tão especial…
Simples gestos que tu fazias… a forma como seguravas num copo, o teu andar, a forma como colocavas as mãos debaixo do queixo com os cotovelos apoiados na mesa quando prestavas atenção a alguma coisa, a tua mania de cruzares as pernas quando estavas cansado de estar em pé, a forma como fechavas o punho e coçavas o nariz com as articulações dos dedos, a forma como as tuas pupilas dilatavam quando ouvias algo que te deixava feliz…
Passava horas a observar-te, como uma etóloga que realiza um estudo exaustivo sobre o comportamento de um animal raro.
Por vezes quando te observava era assaltada por pensamentos fúteis e egoístas. Desejava que alguém fizesse o mesmo comigo. Que alguém me observasse com a mesma admiração…
Alguém que fosses tu.
Eu teria sido a pessoa mais feliz do mundo se um dia me tivesses dito que eu era perfeita tal como eu era.
“Não ficarias feliz pois não acreditarias.”
É… És capaz de ter razão…


Estou triste.
Não me perguntes porquê.
É como se carregasse toda a tristeza deste mundo nas costas e não tivesse um motivo para tal.
Estou só…
Mais uma vez uma chuva de lágrimas começa nos meus olhos e cai suavemente sobre o teu telhado.
Sabes o que é estar-se só?
Não é estar momentaneamente sozinho em casa ou na rua. Quando estás sozinho tens como companhia a certeza de que alguém pode chegar a qualquer momento…. Chamar pelo teu nome… Sorrir-te… Oferecer-te palavras quentes que te dizem que não estás só neste mundo.
Estar-se só é estar-se completamente sozinho.
É estar no meio de milhões de pessoas e ser-se indiferente a todas elas… é ninguém te sorrir…
A solidão é a morte da alma.
Ele diz-me que não poderei ter paz enquanto não acertar contas com o passado. Enquanto eu não escrever a minha última página. Aquela que começava com o teu nome e acabava com reticências. Aquela onde eu deveria escrever com a consciência tranquila e o coração despreocupado a palavra “Fim”.
“Esquece o que passou”, diz-me ele.
Mas como posso eu esquecer toda a minha vida? Como posso eu esquecer a felicidade?
Diz-me…
Diz-me o que me aconteceu.
Mas o meu Eu continua o mesmo. Algures no escuro… bem perto de mim… ele fala baixinho, por isso tenho que o ouvir com muita atenção.
Eu continuo a mesma.
A mesma que traiu todas as suas convicções e atirou a própria alma ao fogo só por te adorar mais que a própria vida, a mesma com quem dançavas pela rua, a mesma que teria dado a vida por ti…sem pensar duas vezes.
A mesma que não conseguiste entender e por isso mataste.

segunda-feira, 24 de dezembro de 2007

Sabes que dia é hoje?

Sabes que dia é hoje?
É Natal…
“O Natal é quando o Homem quiser!”
Grande peta!
O Natal é só no dia 25 de Dezembro e é preciso ter dinheiro para isso.
Lembro-me de que quando estava viva não achava piada nenhuma ao Natal. Aliás, até me dava raiva todo aquele desperdício de electricidade nas ruas iluminadas, o sorriso estúpido no rosto das criancinhas, o instinto consumista que entrava em erupção, o “tlim” das máquinas registadoras que abriam e fechavam sem parar…
Odiava tudo isto!...
Mas sabes o que eu odiava mais? Mais do que tudo isto era o facto de passar o Natal sozinha.
Nunca tive a família toda em volta da árvore a abrir os presentes.
Ficava à espera que o Pai Natal descesse pela chaminé que não havia, mas ele nunca apareceu…
Estou a ser demasiado piegas… não ligues!
A verdade é que nem todos os meus Natais foram maus, mas dos bons eu não me consigo lembrar.
Estava sozinha…
Tal como estou agora…
É noite de Natal…
Vagueio pelas ruas desertas e iluminadas.
Cânticos de Natal vêm-me fazer companhia e trazem com eles o cheiro da comida da casa das pessoas.
Estão todas tão felizes!
E eu estou sozinha…
Tal como para um vagabundo, não existe Natal para mim. Não tenho uma casa para onde ir, não tenho um presente à minha espera, não tenho ninguém que me sorri e me deseja feliz Natal.
Mais uma vez estou só…
Não tive coragem para ir a minha casa e muito menos à tua. Seria demasiada tortura ver a tua felicidade e compará-la com a minha tristeza. Seria tortura a mais…
Acho que vou subir a um qualquer telhado e tentar esquecer o Natal…
Só por hoje…
Imaginar que estou contigo.
Que estamos nataliciamente felizes.
Imaginar que não estou só porque te tenho a ti.

Apetece-me suicidar-me...
Têm razão quando dizem que esta é uma das piores alturas do ano para os suicidas.
“Enquanto uns abrem os presentes, outros abrem os pulsos”.
É exactamente o que me apetece fazer agora.
Morrer…
Docemente…
Ao som dos cânticos de Natal…
Como um passarinho que fica preso na neve e morre aos poucos de frio.
Devagarinho…
Silenciosamente…
Protegida pelo sorriso dos outros… pelo cheiro a peru… Iluminada pelas luzes que brilham na rua.
Com aquela sensação de paz que se tem no coração quando estamos quase a adormecer…
Docemente…
Levar-te na alma…
Apetece-me morrer…
Só por hoje… voltar amanhã…
Apetece-me morrer.
Mas desta vez a sério.
Com tudo aquilo a que tenho direito.
Quero anjos… anjos que venham do céu para me buscar. Quero que venham montados em cavalos selvagens…como as valquírias…
Quero-te a ti.
Meu eterno Anjo de Olhos Tristes…
O meu Anjo…
Onde estás tu agora quando eu mais preciso de ti? Logo agora que me sinto voar e não tenho para onde ir.
É tudo tão triste…
Não! Não quero voltar a chorar!... Não vale a pena.
Sabes qual é o mal de tudo?! É a música!
São estes odiosos cânticos de Natal que as pessoas ouvem!
Acho que vou fazer o meu próprio cântico de Natal…
Só com violinos… e violoncelos.
Deitar fogo a todos eles!
Imagina como seria belo… Um Natal ao som de violoncelos e violinos em chamas…
Como seria belo o teu rosto iluminado pelas chamas…
Deus do Céu!!!
É tudo tão belo… É tudo tão triste…
Estou tão cansada…
Apetece-me morrer… Só por hoje.
O Pai Natal deixou-me um presente. A tua imagem emoldurada num pensamento breve.
Estavas tão feliz…
E eu fiquei tão feliz…
Acho que é altura de partir.
Até amanhã…


Feliz Natal Meu Doce Anjo….

XII Capitulo

Imagina como seris estar viva de novo…
É um bocado difícil…
É como imaginar alguém feio que de repente se torna bonito. É como imaginar que o Sol ilumina a noite e a Lua aquece o dia. É como imaginar que Deus afinal é um cabrão safado que se diverte a lixar a vida dos outros e o Diabo, coitadinho, afinal é o bom da fita.
Imagino todas as coisas que eu poderia estar a fazer se ainda pertencesse ao mundo dos vivos…
Lembras-te do meu riso que ecoava por todos os cantos num raio de 5 km… ou o meu ar de superioridade perante todas as forças destrutivas deste mundo… ou o meu sorriso cínico que eu generosamente distribuía por todos aqueles que eu detestava…
Lembras-te?
Imagina-me a fazer tudo isto de novo.
Sinceramente, sob este ponto de vista, acho que o mundo não perdeu nada com o meu desaparecimento.
É realmente frustrante…
Eu não fiz nada durante a minha efémera passagem por este mundo.
Em dezasseis anos de miserável existência eu não consegui fazer nada de bom, nada que marcou o mundo… Não marquei presença na vida de ninguém.
Como eu gostaria de saber se sentes a minha falta….Se te arrependeste daquilo que me fizeste… Se tens saudades do tempo em que fomos felizes…
Eu poderia saber tudo isto. Como morta tenho esse poder. Mas tenho medo… Talvez porque algo dentro de mim já conheça a resposta e eu tenha medo de a ouvir de novo.
Seria demasiado cruel para mim saber que fui apenas mais uma pessoa que cruzou o teu caminho e que ficou para trás.
Tenho medo de descobrir que afinal não fui ninguém e que nem faz sentido chamar-me “morta” pois requer existir primeiro vida para depois existir a morte.
Tenho medo de descobrir que afinal nem sequer existi…
Foi tudo um sonho…
Foi tudo um sonho…
E eu acordo de manhã na minha cama e sou alguém completamente diferente… Tu nunca exististe na minha vida…
Apenas um sonho…

“Faz um filho, escreve um livro e planta uma árvore.”
Era este o conselho que davam a quem queria deixar uma marca neste mundo.
“Faz um filho….” Não tive tempo para isso. Além do mais acho que seria uma péssima mãe, e a última coisa que eu queria era contribuir para a infelicidade de mais um ser neste planeta.
“Escreve um livro…” Neste ponto eu tentei, juro que tentei, mas eu não nasci dotada de talento e todos aqueles que eu comecei ficaram por acabar pois eram demasiado maus para terem um fim digno.
“Planta uma árvore.” Este ponto concretizei pouco tempo antes de morrer mas não me realizou em nada. Quem se lembra que um dia eu contribui para que haja mais uma ínfima percentagem de oxigénio no planeta? A memória das árvores é muito breve e dura o mesmo que uma moto-serra demora a cortá-las.
A minha vida foi um vazio…

domingo, 23 de dezembro de 2007

XI Capitulo

Nada acontece.
Nunca…
Não há sol que te queime nem chuva que dissolva a máscara da máscara que um dia criaste.
Tal como o resto da humanidade, também tu nasceste da falta de imaginação de dois amantes numa noite de insónia.
De que nos serve estarmos vivos se não para dissertarmos todas as nossas angustias?
Que nos importa saber que a vida se fenece?
De que nos serve saber que estamos vivos?
Anormalmente vivos…
O Tempo não é mais que um vazio morto entre duas coisas que acontecem.
O Tempo…
É com obsessão que o tento agarrar.
E o Tempo escapasse sempre por entre os meus dedos como grãos de areia.
O Tempo…
Antigamente aborrecia-me. Via-o como um inimigo irritante que passava por mim quando menos o queria ver.
Agora vejo-o como um amigo de longa data que eu procuro desesperadamente, mas do qual desconheço o número de telefone ou a morada.
Nada acontece…
Nunca.
O Tempo senta-se à minha frente e olha-me com olhos tristes, como se fosse um cão a pedir-me para ir à rua.
E eu sinto que tenho tempo para tudo, menos para levar o Tempo a passear
Sinto-me triste…
O Tempo nunca foi meu…



Agora estou a viver em todos os oceanos…
Finalmente descobri o que é que o rapaz fez com a minha velha carcaça.
Sem saber ele realizou o meu último desejo.
É tão estranho estar a passar por isto, e mais estranho ainda é poder contá-lo, mas…
Vi-me morta.
É uma sensação peculiar, acredita. Muito difícil de colocar em palavras pois ninguém vivo a poderá sentir.
Olhar a minha carne seca e acinzentada que já mal conseguia cobrir os ossos e os tendões, o meu cabelo estava sujo e desgrenhado, e os meus olhos… já não estavam , nas órbitas, que eram dois buracos escuros. Ali estava eu, apenas uma casca vazia, como o exoesqueleto de um insecto morto.
O que sentir num momento destes?
Foi o rapaz que trouxe o meu corpo até esta praia.
E nesta mesma praia ele fez a minha cremação.
Tive direito a um funeral celta improvisado com um equipamento desportivo dos tempos modernos. Graciosamente ele substituiu a jangada de troncos de carvalho por uma prancha de surf, e empurrou-me para longe da costa, enviando-me para o meu descanso como os antigos reis e guerreiros.
O que sobrou foram apenas as minhas cinzas que se misturaram com a espuma do mar.
Estou feliz…
Fiquei feliz com o meu fim.
Estúpido, bem sei, mas é como se a minha vida fosse uma peça de teatro à qual fui assistir, e a última cena é exactamente esta: o meu corpo a arder no meio do mar.
E quando finalmente cai o pana, eu levanto-me, aplaudo calorosamente e regresso a casa com a agradável sensação no coração de que o final da peça foi perfeito.
Quanto ao rapaz… Não sei.
A tristeza ainda habita os seus lindos olhos negros, e o vazio não se consumiu com o fogo.
Ainda assim uma parte de mim ficou com aquele rapaz.
Uma parte de mim que eu nunca esquecerei…

domingo, 16 de dezembro de 2007

Correspondências.....

Andando eu alegremente, trá-lá-lá, a arrumar as minhas merdas escolares, descobri num velho dossier, verdadeiras pérolas do humor português!!!
A verdade é que já há muito que não me ria assim.
É incrível o que o aborrecimento das aulas leva duas criaturas a fazer.
Seguem-se correspondências escolares com alguém que me faz muita falta.

I Capitulo


(…)
Sua espécie de bicha-solitária!
“ Mais vale ser bicha-solitária do que enfiar o dedo no cú para coçar uma reles e pegajosa lombriga!”
Na parte de coçar fala por ti! Tu lá sabes onde enfias o dedo ou outra coisa, não é bichona!
“Mas é por um bom motivo… É para te coçar.”
Eu sei, eu sei que tu me adoras e que a tua bunda não seria a mesma coisa sem mim!
“ Ó more, tu sem essa bichona solitária que tens dentro de ti não serias a mesma coisa, serias MAIS GORDA! Agradece-me!”
Olha bem para mim! Eu tenho ancas de quem tem uma bicha-solitária?!!! Ah!!! I don’t think so!
“E eu tenho bunda de quem te tem enfiada pelo buraco a dentro??!!! AH!! Logo tu! Isso querias tu!!!”
Bunda talvez não… mas cara tens de certeza absoluta! Esse teu sorriso de satisfação é inconfundível. Só mesmo eu para o provocar!
“Sua ténia arraçada de lombriga que nem pedigree tens!”
Pedigree têm os cães, seu lulu rafeiroso!
“Eu ao menos sou um lulu! Tu és um Chiwawa que por vezes desaparece! Oops!
(...)


II Capitulo


(…)
E tu não passas dum sapo leproso!
“Eu ao menos sou um sapo leproso, tu és um peixe semi-decomposto pelas radiações de Chernobil!”
E tu apresentas fortes semelhanças com as vacas nascidas no Japão depois da 2ª Guerra Mundial!
“Pelo menos a minha parecença é desse género. Tu tens semelhanças com os abortos de Chernobil!”
Eu tenho semelhanças, tu és o exemplo de aborto apresentado nas enciclopédias.
“Eu ao menos apareço nas enciclopédias mundiais, tu estás num museu ranhoso de aldeia onde ninguém vai ver a tua cara de peixe mal morto!”
Amiguito! Eu tenho cara de peixe mal morto, tu tiveste a sorte de ter o cheiro!
“Ao menos eu cheiro a peixe mal morto. Tu cheiras a uma pessoa com lepra no seu estado mais fedorento misturado com o suave aroma a doninha fedorenta com escorbuto!”
Eu ao menos ainda tenho doenças. O teu cheiro é tão repelente que nem os vírus se aproximam!
“De mim não se aproximam pelo cheiro, a ti deitaram-te numa vala no meio do deserto pelo teu estado de decomposição e pelo cheiro das bolhas com puz vermelho pastoso que sai dos teus olhos!”
Ridículo…Eu ao menos ainda tenho puz vermelho nos olhos… a lepra há muito que comeu os teus. Já para não falar de toda a fauna e flora que insistes em criar nos dentes…
“Sinceramente tu és patética! Fauna e flora?!! Ah!! (gargalhadas de despreso) Quem és tu para falar de fauna e flora, quando os teus sovacos empestam meio mundo com o cheiro a furúnculos mal cheirosos!”
Agora entendo porque é que passas a vida a comer cogumelos. Colhe-los na plantação privada que conservas …protegida pelos boxers.
“Não sei quem os come, se sou eu, ou… mas há quem goste! O mesmo já não se pode dizer das tuas crostas com puz que escondes por detrás da seda falsificada do mercado!”
… Já me dói o estômago… É que sinceramente… Tu cheiras mal da boca! Não me dirijas mais a caneta!
“Sinceramente duvido que a tua dor de estômago tenha origem no meu suave odor bucal, mas olha que o odor que a tua boca emana, vindo do teu estômago putrefacto é de não merecer mais resposta! Canetas cerrada!”
Graças a Deus!...Oremos irmãos!
“Ámen”